Hot News
Campanha em Campo Grande transforma homenagem a mortos em incentivo à doação de sangue
Decisões em grupo pelo olhar de Marcio Alaor de Araujo
Marcha para Jesus leva caminhada de fé às ruas de Corumbá no aniversário de 248 anos
Ponta Porã fica em 2º lugar entre municípios de MS em indicador de saúde do CLP
O que faz uma designer de interiores em um projeto
Jornal Ponta Porã
  • Home
  • Notícias
    NotíciasShow More
    Ônibus móvel do Hemosul estacionado em área pública para campanha de doação de sangue em Campo Grande
    Campanha em Campo Grande transforma homenagem a mortos em incentivo à doação de sangue
    outubro 9, 2026
    Marcio Alaor de Araujo
    Decisões em grupo pelo olhar de Marcio Alaor de Araujo
    outubro 9, 2026
    Multidão participa de uma procissão religiosa em uma região movimentada do centro de uma cidade.
    Marcha para Jesus leva caminhada de fé às ruas de Corumbá no aniversário de 248 anos
    outubro 8, 2026
    Profissional de saúde mede a pressão arterial de uma mulher durante um atendimento clínico.
    Ponta Porã fica em 2º lugar entre municípios de MS em indicador de saúde do CLP
    outubro 6, 2026
    Daugliesi Giacomasi Souza
    O que faz uma designer de interiores em um projeto
    outubro 6, 2026
  • Política
    PolíticaShow More
    Câmara de Ponta Porã aprova projeto sobre fundo social e convoca população para prestação de contas no dia 28
    setembro 23, 2026
    Pompílio Júnior desiste de candidatura a deputado estadual e admite possível disputa pela Prefeitura de Ponta Porã
    setembro 11, 2026
    Ponta Porã debate criação do Dia Municipal do Povo Chinês e reconhecimento da diversidade local
    agosto 26, 2026
    TRE-MS adia julgamento sobre elegibilidade de Carlos Bernardo para as Eleições 2026
    agosto 13, 2026
    Ponta Porã renova Conselho de Segurança Alimentar; entenda como o COMSEA pode influenciar a merenda escolar e os programas sociais
    julho 30, 2026
  • Tecnologia
    TecnologiaShow More
    Perícia digital vai examinar celulares, tablets e notebook apreendidos em Ponta Porã em investigação sobre imagens íntimas
    setembro 23, 2026
    Sistema da Guarda Municipal registra 1.648 atendimentos e revela áreas com maior demanda em Ponta Porã
    setembro 11, 2026
    Ponta Porã abre nova rodada para transformar projetos locais em startups
    agosto 26, 2026
    Parque Tecnológico leva inovação e empreendedorismo à EXPORÃ 2026 em Ponta Porã
    agosto 13, 2026
    Ponta Porã amplia oportunidades em tecnologia com cursos gratuitos de IA e marketing digital; veja como isso pode abrir portas na fronteira
    julho 30, 2026
  • Sobre Nós
Leitura: Prefeitura usa advogado em disputa de imóvel arrematado após pedido de empresa privada; caso levanta suspeita de conflito de interesses
Compartilhar
Font ResizerAa
Jornal Ponta PorãJornal Ponta Porã
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
Search
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
Siga
Jornal Ponta Porã > Blog > Notícias > Prefeitura usa advogado em disputa de imóvel arrematado após pedido de empresa privada; caso levanta suspeita de conflito de interesses
Notícias

Prefeitura usa advogado em disputa de imóvel arrematado após pedido de empresa privada; caso levanta suspeita de conflito de interesses

Kasper Vardvik
Kasper Vardvik junho 9, 2026 11 Min de leitura
Compartilhar
11 Min de leitura
Família Shih
Família Shih
Compartilhar

Dias depois, manifestação em papel timbrado da Prefeitura pediu suspensão do despejo e prazo de 12 meses para saída de sublocatária. Reportagem questionou se a Procuradoria autorizou a atuação e se advogado tinha vínculo com empresas interessadas no caso.

Filmax pediu ao Executivo municipal que ingressasse em ações judiciais para impedir desocupação de complexo industrial. Dias depois, manifestação em papel timbrado da Prefeitura pediu suspensão do despejo e prazo de 12 meses para saída de sublocatária. Reportagem questionou se a Procuradoria autorizou a atuação e se advogado tinha vínculo com empresas interessadas no caso.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que a Prefeitura de Cambuí, no Sul de Minas Gerais, entrou em uma disputa judicial envolvendo um complexo industrial arrematado em leilão pela empresa Família Shih Realty Ltda., após pedido formal apresentado pela Filmax Plásticos Ltda., uma das empresas instaladas no imóvel.

O imóvel, localizado na Rodovia Fernão Dias, pertencia à Wisecase Indústria e Comércio Eletrônico Ltda. e foi levado a leilão em processo de execução fiscal movido pela União. A área foi arrematada pela Família Shih em 2024, por R$ 13,5 milhões, valor equivalente a 50% da avaliação judicial de R$ 27 milhões prevista no edital do leilão.

A disputa ganhou contornos políticos e administrativos depois que empresas ocupantes do imóvel passaram a contestar a desocupação. Entre elas está a Filmax, que ocupa parte da área como sublocatária da Paywu Serviços e Negócios Ltda.

Em documento encaminhado à prefeita de Cambuí, a Filmax afirmou que a saída das empresas poderia causar prejuízo social e econômico ao município. A empresa disse empregar 103 moradores de Cambuí e pediu expressamente que a Prefeitura ingressasse nos processos judiciais como amicus curiae ou terceiro prejudicado, para evitar o que classificou como “tragédia social e econômica” ao município. O pedido foi assinado digitalmente por Fábio Ferreira de Melo, sócio da Filmax, em 23 de outubro de 2025.

Dias depois, a Prefeitura de Cambuí apresentou manifestação judicial nos autos da execução fiscal e nos embargos de terceiros da Paywu. Nas peças, o Município pediu habilitação como amicus curiae, a suspensão do despejo, audiência de conciliação, prazo de 12 meses para desocupação do imóvel pela sublocatária e expedição de ofício ao Ministério Público do Trabalho, alegando risco de demissões.

As manifestações foram apresentadas em papel timbrado da Prefeitura Municipal de Cambuí e assinadas por João Luiz Lopes, OAB/MG 92.213. Nos documentos analisados pela reportagem, não consta assinatura de procurador municipal identificado como integrante da Procuradoria, nem parecer interno, portaria, contrato, procuração ou processo administrativo que comprove a autorização formal da Procuradoria Municipal para a atuação específica no caso.

A reportagem questionou a Prefeitura de Cambuí sobre o vínculo formal de João Luiz Lopes com o Município, se ele integra a Procuradoria, se foi contratado como advogado externo, se havia procuração específica para atuar no processo e se a Procuradoria Municipal emitiu parecer antes do pedido de suspensão do despejo.

Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Cambuí não havia respondido aos questionamentos enviados. O espaço permanece aberto para manifestação.

A reportagem também encaminhou perguntas a João Luiz Lopes. Entre os pontos questionados estão: qual era seu vínculo formal com a Prefeitura de Cambuí no momento da assinatura das manifestações; quem autorizou a atuação; se havia procuração ou contrato administrativo vigente; se a Procuradoria participou da elaboração das peças; e se ele já atuou ou atua para Filmax, Paywu, Wisecase ou outras empresas interessadas na permanência no imóvel.

Em resposta enviada à reportagem no dia 12 de maio de 2026, João Luiz Lopes afirmou que atua “como assessor e consultor jurídico municipal” e declarou ter atuado “em nome do município, com procuração, aviando o pedido de Amicus Curiae”. Segundo ele, a atuação ocorreu após a Prefeitura ser “acionada por um requerimento administrativo”, cujo conteúdo teria sido juntado à manifestação apresentada nos autos.

Questionado sobre eventual vínculo ou prestação de serviços a empresas ligadas ao caso, o advogado respondeu: “Nunca tive contato com nenhum dos interessados” e posteriormente acrescentou: “Não conheço estas pessoas envolvidas e interessadas.”

A reportagem também solicitou o envio de contrato, portaria, procuração ou qualquer documento que formalizasse sua atuação como assessor ou consultor jurídico da Prefeitura de Cambuí. Em resposta, João Luiz Lopes afirmou apenas que “se acessarem o processo poderão ver tudo. É público”.

Posteriormente, a reportagem voltou a questioná-lo objetivamente se ele já havia atuado, representado, assessorado ou prestado qualquer serviço jurídico — direta ou indiretamente — em favor da Filmax, inclusive em processos judiciais, administrativos ou consultivos. Até o fechamento desta edição, não houve resposta a esse último questionamento. O espaço permanece aberto para manifestação.

Prefeitura alegou interesse público, empregos e direito a 15% da área

A Prefeitura sustentou nas manifestações que sua atuação se justificava por três pontos: incentivar a chegada da Família Shih como nova investidora, manter a Paywu no município diante do risco de desocupação e organizar o direito patrimonial do Município sobre 15% da área arrematada.

Esse direito aos 15% tem origem na legislação municipal. A Lei Municipal nº 2.374/2014, sancionada pelo então prefeito Dirceu Marques Dias, autorizou a Wisecase a desmembrar a área de 125.564 m², ficando temporariamente dispensada de transferir imediatamente ao Município 15% da gleba. A própria lei, porém, determinou que, na primeira transmissão futura do imóvel, total ou parcial, esse percentual deveria ser transferido ao patrimônio municipal.

Esse ponto dá à Prefeitura um interesse jurídico real na discussão. O próprio Tribunal Regional Federal da 6ª Região reconheceu que o Município poderia ingressar no caso como amicus curiae, diante da repercussão social e do direito patrimonial previsto em lei municipal.

Mas o mesmo acórdão do TRF6 também decidiu que a obrigação de repassar parte da área ao Município não impede a imissão na posse da arrematante. Para o tribunal, a obrigação tem natureza propter rem, ou seja, acompanha o imóvel e deve ser resolvida entre a nova proprietária e o poder público municipal. A decisão também revogou a suspensão que havia impedido a posse da Família Shih.

Tese de preço vil foi rejeitada pelo TRF6

Um dos argumentos usados pelas empresas ocupantes era o de que o imóvel teria sido vendido por preço vil. A Filmax afirmou à Prefeitura que o bem, arrematado por R$ 13,5 milhões, teria valor de mercado próximo de R$ 60 milhões.

O TRF6, porém, afastou a tese de preço vil. Segundo o acórdão, a alienação por valor correspondente a 50% da avaliação judicial não configura preço vil, já que o Código de Processo Civil considera vil o lance inferior a esse percentual. O tribunal também validou o parcelamento da arrematação em 59 meses, por se tratar de execução fiscal de débitos previdenciários.

Projeto da Família Shih contrapõe argumento de abandono do imóvel

Outro ponto da disputa é a chamada função social da área. A Filmax e a Prefeitura alegaram risco de perda de empregos e impacto econômico com a desocupação. A Família Shih, por sua vez, apresentou à Prefeitura e a vereadores um projeto para implantação de um polo industrial voltado à área da saúde e tecnologia.

A apresentação, chamada Projeto TWN-BR, prevê a instalação de unidades de manufatura, distribuição, manutenção, assistência técnica, importação, exportação e comercialização de equipamentos, dispositivos de diagnóstico, reagentes e materiais médico-hospitalares, laboratoriais e veterinários. O projeto menciona integração ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com previsão de fabricação de tubos de coleta de sangue e implantação de unidade de monitoramento glicêmico.

A existência do projeto não elimina a necessidade de apurar o impacto da saída das empresas atualmente instaladas no imóvel. Mas enfraquece a tese de que a desocupação significaria, necessariamente, abandono da área ou ausência de função social.

Ponto central da investigação

A entrada da Prefeitura no processo não é, por si só, irregular. O próprio TRF6 reconheceu a possibilidade de intervenção do Município como amicus curiae.

O que a reportagem busca esclarecer é outro ponto: se a atuação judicial da Prefeitura foi formalmente autorizada pela Procuradoria Municipal, se havia parecer técnico interno, se João Luiz Lopes tinha vínculo regular com o Município e se existia eventual conflito de interesses envolvendo empresas privadas interessadas na permanência no imóvel.

A reportagem também apura se a Prefeitura abriu processo administrativo a partir do pedido da Filmax, se verificou documentalmente os empregos alegados pela empresa e se avaliou tecnicamente o projeto apresentado pela Família Shih antes de pedir a suspensão do despejo.

Fonte:https://ncnews.com.br/2026/05/22/prefeitura-usa-advogado-em-disputa-de-imovel-arrematado-apos-pedido-de-empresa-privada-caso-levanta-suspeita-de-conflito-de-interesses/

Você pode gostar também

Flamengo e Vasco da Gama: Mario Augusto de Castro analisa a origem da rivalidade que dividiu o Rio

Fatores genéticos na receptividade endometrial: quando o DNA afeta a implantação embrionária

Um mercado de lubrificantes industriais em transformação: inovação e sustentabilidade para um futuro brilhante

Comprar lote é investir no futuro da região?

Colisão entre Motos Deixa uma Pessoa Ferida na Esquina da Maranhão com a Mato Grosso do Sul

Tag:CambuíFamília ShihFamília Shih Realty LTDAFamília Shih Realty LTDA CambuíO que aconteceu com Família ShihO que aconteceu com Família Shih Realty LTDAPrefeitura de CambuíQuem é Família ShihQuem é Família Shih Realty LTDATudo sobre Família ShihTudo sobre Família Shih Realty LTDA
Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print

Trending

Casos de raiva antecipam vacinação de cães e gatos em Ponta Porã; veja onde levar seu animal
Notícias
Ônibus móvel do Hemosul estacionado em área pública para campanha de doação de sangue em Campo Grande
Campanha em Campo Grande transforma homenagem a mortos em incentivo à doação de sangue
Notícias
Dalmi Defanti
Como escolher o acabamento sem exagerar no visual?
Notícias
Perícia digital vai examinar celulares, tablets e notebook apreendidos em Ponta Porã em investigação sobre imagens íntimas
Tecnologia
Profissional de saúde mede a pressão arterial de uma mulher durante um atendimento clínico.
Ponta Porã fica em 2º lugar entre municípios de MS em indicador de saúde do CLP
outubro 6, 2026
ID CTVM
FII com menos de 5% do patrimônio em valores mobiliários pode dispensar contratação de gestor, explica Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM
outubro 2, 2026

Com foco em Ponta Porã, o Jornal Ponta Porã traz as principais notícias locais, nacionais e internacionais. Do cenário político às inovações tecnológicas, aqui você encontra uma cobertura completa e imparcial.

Profissional de saúde mede a pressão arterial de uma mulher durante um atendimento clínico.
Ponta Porã fica em 2º lugar entre municípios de MS em indicador de saúde do CLP
outubro 6, 2026
ID CTVM
FII com menos de 5% do patrimônio em valores mobiliários pode dispensar contratação de gestor, explica Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM
outubro 2, 2026

© Jornal Ponta Porã – [email protected] – tel.(11)91754-6532

Siga
  • Home
  • Notícias
  • Contato
  • Sobre Nós
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?